Nossa, como é tarde!

Ultimamente, passei por duas situações que exemplificam claramente a total mudança de paradigmas que é ter um filho. Ou um filho que durma cedo ao menos. Eu até conheço bebês que dormem tarde. Mas no geral, bebês dormem cedo e começam a demonstrar que estão com sono com uma profunda irritabilidade. E se você não resolver isso logo, pode virar algo explosivo, o tal efeito vulcânico. O bebê chora chora chora, não sabe nem porque está chorando. E sair disso é foda!

Como eu já disse por aqui, a rotina na nossa casa foi o que me salvou do manicômio. E, talvez por sorte, talvez pela rotina (ou os dois), os meninos sempre gostaram de dormir cedo. Com meses, eles dormiam antes das 19h. Eu os acordava para o banho e depois dormiam de novo. Mais perto de um ano, não dormiam antes, mas às 19h em ponto estavam dormindo. Quando começou o horário de verão do ano passado, eu resolvi atrasar essa dormida para as 20h, porque eu percebi que eles já aguentavam o sono com um pouco mais de bom humor. E pôr uma criança pra dormir com sol lá fora é bem estranho.

Como são três, quase não fizemos nenhum programa que passasse desse horário. Imaginem o efeito vulcânico em três bebês ao mesmo tempo! E dois pais zuretas atrás! Agora, com dois anos e meio, já percebemos que eles aguentam mais passar desse horário na boa, principalmente se estão fazendo alguma coisa nova ou se estão com amiguinhos.

Há três semanas atrás estávamos na casa de amigos queridos que tem gêmeas, a Maga e a Ioio. Os meninos amam elas! As crianças brincando felizes, os pais bebendo cerveja e conversando, mais felizes ainda. Até que vemos a hora: 21:00. O Quincas fala: nossa, que tarde! Sim meu queridos, 21:00 para pais de trigêmeos estarem na casa de amigos, bebendo cerveja e as crianças na boa, é super tarde! Ou pelo menos uma grande novidade!

Ontem fizemos uma farra aqui em casa. Além das gêmeas, veio o Antônio, filho de outro casal querido. Fizemos pão de queijo, biscoitos, as crianças botaram a mão na massa. Foi uma lambança deliciosa. Num determinado momento, os bebês começaram a dar erro. Marcella (mãe do Antônio) calmamente bebia sua taça de vinho quando olha o relógio e fala: Nossa, que tarde!

Adivinhem que horas eram? 21:00!!!

E logo depois acabou a nossa night de sábado. Tem quebra de paradigma maior que essa?

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